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Santa Casa de Misericórdia de Itabuna

São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia vão adotar vacina fracionada da febre amarela

 

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (9) que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia vão adotar a dose fracionada da vacina contra a febre amarela.

Com a divisão, uma dose que antes era aplicada em uma só pessoa será destinada para quatro. Segundo o Ministério da Saúde, uma mesma dose poderia servir para até cinco pessoas — mas o governo irá trabalhar com uma “margem de segurança”.

Ainda, a dose fracionada não será destinada a todos, diz a pasta. Crianças de 9 meses a até 2 anos, pessoas com condições clínicas específicas (como pacientes com HIV/Aids), gestantes e viajantes internacionais vão continuar tomando a dose padrão.

A meta do governo é vacinar 19,7 milhões de pessoas em 75 municípios destes estados. Ao todo, 15 milhões receberão a dose fracionada da vacina e outras 4,7 milhões, a dose padrão.

A divisão de uma mesma dose já vem sendo estudada há algum tempo pelo Ministério da Saúde, que chegou a cogitar o fracionamento em março do ano passado. Agora, com a divulgação de mais casos e mortes em São Paulo, a pasta decidiu adotar a divisão para garantir a imunização.

Ao todo, 11 casos foram confirmados desde julho de 2017: SP (8), RJ (1), MG (1) e DF (1). O Ministério informa ainda que 92 casos de febre amarela estão em investigação e 278 foram descartados. Em animais, 358 casos foram confirmados. As vacinas serão fornecidas e produzidas por Bio-Manguinhos, laboratório da Fiocruz, mesma instituição que fez testes com a vacina fracionada que demonstraram sua eficácia.

OMS aprovou divisão em casos especiais

A estratégia de fracionamento é uma medida preventiva recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento de epizootia (espécie de epidemia que atinge animais) e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades populosas e que não tinham recomendação para vacinação até então.

De acordo com o ministério, estudos feitos pela Fiocruz garantem que a pessoa vacinada com a dose fracionada tem pelo menos 8 anos de imunidade. Fonte:G1

 

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